Escrito por: Daniela Helena Calça
Licenciada em educação física pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

Os exercícios de acrobacia são os pioneiros entre as modalidades circenses e não se tem certeza quanto a sua origem. Alguns estudos dão indícios de que essa técnica começou na China, onde foram encontradas pinturas de cinco mil anos atrás, onde estão retratados acrobatas, contorcionistas e equilibristas.

As artes cênicas, em geral, existem desde que o homem começou a se expressar fisicamente. Desde a Antiguidade, com as manifestações religiosas isso estava muito conectado com a dança, o ser humano começa a dançar e a explorar as possibilidades do corpo. Existem figuras da Antiguidade que mostram pessoas saltando, fazendo parada de mão.

Este registros marcam o início da acrobacia nos moldes mais parecidos com o que se tem hoje: “Na Idade Média, os saltimbancos e os atores da comédia Del’arte usavam bastante a acrobacia”.

Ao longo do tempo, as técnicas foram depuradas e a acrobacia hoje tem uma ligação muito próxima com a ginástica olímpica, criação dos militares alemães, porém, com uma diferença: Um é esporte de competição e o outro é expressão artística.

Fisicamente, a acrobacia é um exercício físico que se aproxima de completude: Trata-se de uma disciplina que lida com saltos, equilíbrios, cama elástica. Por conta disso, trabalha todas as partes do corpo, sendo que, fundamentalmente, é exigido muito do abdome.

No Circo as acrobacias envolvem desde acrobacias individuais como rolamentos, estrelas, paradas de mão e de cabeça, flic flac, mortal; como também acrobacias em dupla como icários, modalidade mão-a-mão, em grupos como as pirâmides, banquine e os dandyz acrobáticos; podem ser realizadas com o auxílio de aparelhos como cama elástica, minitramp, báscula, barra Russa, maca Russa,  realizando saltos e acrobacias no ar; dentre outras variações.