Escrito por: Daniela Helena Calça
Licenciada em educação física pela Faculdade de Educação Física da UNICAMP

Segundo Dantas (1980), os números circenses podem ser aéreos ou de solo, individuais ou em conjuntos, mistos ou isolados. Conforme as funções desempenhadas nos números de conjuntos, os artistas se classificam em porteurs (Portadores) e volantes.

Os números aéreos abrangem: vôos em trapézio, trapézio fixo, tecido, corda indiana, lira, bambu japonês, anéis volantes ou argolas, arame, trapézio duplo, corda bamba, quadrante, entre outros.

Os números de solo incluem: báscula, jogos icários, antípodas, parada de mãos ou de cabeça, saltos, contorcionismo, dandys acrobáticos, jogos malabares, equilíbrio de objetos, escada livre, etc. Todos estes números típicos da arte circense exigem dos executores uma formação acrobática e o domínio dos saltos elementares (rondada, flic-flac, salto mortal).

Num nível mais elaborado estão o adaggio, a patinação, bicicletas e monociclos, motocicletas, ventriloquia, ilusionismo, faquirismo, telepatia, números com animais amestrados. No circo moderno, costuma-se valorizar mais os números que envolvem habilidades corporais, deixando os de adestramento animal.

Por tudo isso, não pertence apenas á criança o rico universo do circo. Para seu espaço convergem todas as energias de auto superação, elevação, coragem, força, equilíbrio, manipulação da magia e do domínio corporal. Atualmente, além dos espetáculos, as modalidades circenses tem sido alvo de atividade física lúdica e de projetos sociais que buscam nesta Arte (Figueiredo 2007) os valores pedagógicos necessários para investir no ser humano com mais auto-estima e sonhos.

Fontes consultadas:
Dantas, Arruda.; Piolin, São Paulo, Editora Pannartz, 1980.
Duprat, R. M., Atividades Circenses: possibilidades e perspectivas para a educação física escolar; dissertação de mestrado apresentado na Faculdade de Educação Física da Unicamp, Campinas , 2007.
Figueiredo, C. M. de S. As vozes do Circo Social. Dissertação de mestrado apresentado na Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 2007.

Comente aqui!